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24/01/2003 09:41
Que todos construam o seu bom dia! Independente de quem veja ou não o que aqui vai escrito!
Abaixo, um texto extraído do espetacular livro de Huberto Rohden "de Alma para Alma" (quem tiver a oportunidade de lê-lo, faça-o).

SOMOS O QUE SÃO OS NOSSOS IDEAIS!!!

Não julgues o homem só pelo que ele é - julga-o antes pelo que desejaria ser.

Melhor que a fortuita realidade, caracteriza ao homem a espontânea liberdade do seu ideal.

Pode a realidade ser o corpo da nossa vida, mas o ideal é alma do nosso ser.

Quantas vezes não é a realidade filha dum inconsciente dever - mas o ideal nasce sempre dum consciente querer.

Mas vale a espontânea liberdade que a dura necessidade.

Todo homem é aquilo pelo que vive e trabalha, luta e sofre - e não aquilo que o domina e oprime.

Quando Jesus encontrou, nos caminhos da sua peregrinação terrestre, aquela "pecadora possessa de sete demônios", não lhe perguntou o que fora, mas sim, o que queria ser.

Imensamente triste era aquilo que Madalena fora - divinamente belo o que ela queria ser - e já era.

E o Nazareno lançou ao olvido o passado da pecadora, em atenção ao presente da convertida - e descerrou à santa as portas do futuro...

Não há ontem tão pecador que o hoje do amor não possa converter num amanhã de santidade.

Não há Santanás que resista à vontade humana aliada à Graça de Deus.

Rendeu-se o orgulho de Saulo, capitulou a luxúria de Agostinho ante a ofensiva dum grande idealilsmo.

Querer é poder!

Só não pode quem não sabe querer.

Tudo é possível àquele que quer.

Oh! quão injusta é toda a justiça humana!

Só tem olhos para ver o corpo dos nossos atos - e é cega para a alma da nossa atitude...

Bem fazem os artistas em representar a justiça de olhos vendados.

Quantas vezes é o homem realmente o contrário daquilo que parece ser!

Quantas vezes são os publicanos e pecadores, as Madalenas e samaritanos melhores que sacerdotes e levitas, escribas e doutores da lei, que em "largos filactérios e borlas volumosas" fazem consistir a sua santidade!

Quantas vezes voltam para casa "ajustados" os publicanos que batem no peito - voltam ainda mais culpados os fariseus que exibem a Deus a estatística dos seus jejuns e os catálogos de sua piedade!...

Eu sou aquilo que é o meu sincero querer - ainda que o meu frágil poder não valha transformar logo em perfeita realidade os longínquos ideais do meu espírito.

Eu sou o meu ideal...


enviada por Alberto Sales






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