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29/01/2003 12:37
Irei, aos poucos, inserir aqui textos com "minhas opiniões" sobre assuntos diversos. Como sempre, estejam à vontade para concordar ou discordar.
DEPRESSÃO
A filha mais querida do egoísmo, pelo menos, nos adultos, uma vez que não se pode exigir das crianças que elas tenham a capacidade de superar, exatamente porque suas mentes não têm o poder de decidirem sozinhas, suas dores. Mas, espere! Acabei de utilizar uma palavra que pode causar estranheza: exigir. E por acaso se pode exigir que nós adultos tenhamos a capacidade de superarmos uma depressão? Mas não é a depressão uma doença catalogada pela Ciência? E não há casos em que até já se pode nascer com ela? Respostas: Claro que sim! Claro que se pode vencer a depressão, todo adulto normal pode, e quando digo normal me refiro a todos nós que mesmo com nossas manias e neuroses não atingimos ainda o grau de débeis mentais, que esses sim não possuem raciocínio lógico (e dessa feita, quando cito o termo raciocínio lógico, óbvio é que pressuponho a existência de um raciocínio lógico, que também pode ser chamado de Verdade Absoluta, que norteia, direciona as nossas vidas...note-se que falei direciona, não falei decide...aí sim cabe a palavra destino, que não nos é imposto, e sim construído por nós mesmos, conforme nossas escolhas).
Quanto à questão em ser a depressão uma doença catalogada pela Ciência, não vejo nisto óbice que impeça que nós mesmos não possamos nos curar. Veja que falei nos curar, nós a nós mesmos...sem auxílio de terapeutas ou psicólogos ou psiquiatras externos. Temos que ser, cada um, nosso próprio médico. Nosso Taumaturgo somos nós (antes de qualquer motivo de escândalo, devo informar que quando falo em auto-cura, quero dizer Cristo-cura, ou seja, o espírito ungido que está em nós até a consumação dos séculos é que tem esse poder...nossa inteligência desespiritualizada (Satan) pouco pode fazer). Quem teve a oportunidade de assistir ao filme Uma mente brilhante, que fala da vida de um ganhador do Nobel de Economia percebeu a possibilidade de se vencer uma depressão, visto que lá, no filme, que, repito, é relato de história real (embora em versão romântica), o desafio é bem maior: esquizofrenia. O mesmo raciocínio se aplica à questão da doença pela transmissão de genes (se é que é possível isso). Admitamos que assim ocorra, que determinadas pessoas já nasçam com essa doença herdada de seus pais. Não esqueçamos que junto com ela, também nasce a capacidade de vencê-la, uma vez que, em sendo normal, todos temos latente o poder de nos superarmos, tanto física quanto psicologicamente, porque não somos feitos somente de genes defeituosos.
Mas aí, dirão: ah!!! Falar?? Falar é fácil!!! Difícil é fazer!. E eu respondo: claro que é difícil, ainda bem, tem que ser, porque o que é fácil conquistado não tem garantia de perpetuidade, exatamente porque o fácil de se fazer é fácil de terminar, e uma vez terminado algo, conquistado algo, perde ele o brilho de quando se ia ao seu encalço. Um pensador moderno diz com muita experiência, nesse caso, empírica: começar é fácil, continuar é difícil, ultimar é dificílimo. Há que ser difícil, a fim de que quando conseguido, se tenha a exata consciência do quanto aquilo nos custou e, ainda, para que aprendamos a não relaxarmos, aprendamos a estar sempre em vigília, porque, parafraseando Paulo, de Tarso, uma glória maior só vem depois de uma inglória.
Portanto, um conselho eu dou aos deprimidos e aos não-deprimidos, incluindo aqui A MIM: PENSEMOS OS OUTROS (notem, não se trata de pensar NOS outros e sim pensar OS outros). Pensar no outro sentido que essa palavra possui (quem quiser confira no Aurélio): tratar devidamente. Não se trata, pois, de se ficar em pé, ou sentado, ou deitado pensando, demagogicamente, hipocritamente nos pobres coitados, mas de ir até eles (e eles aqui não são somente nossos conhecidos, mas principalmente os desconhecidos). Trata-se, portanto, de agir, porque, como diz o sábio provérbio quem sabe e não faz, não sabe. Os voluntários anônimos (os voluntários silenciosos) não têm depressão.
Possibilidade, essa é a palavra! Nós a temos!!!
enviada por Alberto Sales
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